Em primeiro lugar dedico esse post a minha doce e querida Alice, que acompanhei por tanto tempo sua luta pela vida através de um blog Alicepyne, me emocionei, me envolvi, me senti tão próxima, tão intima e nunca pude ter a oportunidade de conhecê-la. Mas, eu sinto tanto sua perda que só por falar já sinto meu coração apertado e vontade de chorar dentre tantas as vezes que eu ja chorei... Aprendi muito o sentido de ser feliz com essa doce menina que teve a pior missão em sua vida: Lutar contra o câncer e sempre estava com um sorriso no rosto. Durma em paz doce Alice, descanse no colo de Deus.

Bom, eu resolvi fazer as postagens de Resenhas de livros nesse blog mesmo pois não estava dando muita audiência no outro blog heuheuheueu. Espero que gostem. Vamos ao livro:


Esse livro é muito emocionante, lida com questões sérias de adolescentes que passam pela fase da doença terminal, sofrem com o câncer e ainda assim nos dá uma grande lição de vida, sobre o que é ser humano, sobre viver intensamente independente do tempo que se tem, sobre o amor, a compreensão e a perda, que dentre todas, a pior é quando se lida com a morte, com a certeza que "alguns infinitos são maiores que outros". Esse livro me fez chorar, fazia tempo em que eu não chorava por um livro, mas é impossível não se emocionar com Hazel e Augustus, o amor dos dois é tão puro, tão apaixonante, compreensivo. Calmo, o amor é calmo. E bruto, muito bruto e cruel.


 Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.


Hazel é aconselhada pela mãe a sair de casa, ir no grupo de apoio para se interagir com outras pessoas que também passam pela mesma situação: a doença terminal. Em seu lado literal a fase terminal ao fazer com que as pessoas se sintam mais próximas da morte traz a consequência de que elas vão definhando aos poucos precocemente ao se desprenderem do encanto da vida. Hazel já tinha seu triste fim em mente, sua desilusão perante a vida, mas algo estava prestes a acontecer quando ela decidiu, finalmente, ir ao grupo de apoio. Lá ela encontra com Augustus, um adolescente bonito que sofre com o câncer e perdeu uma perna em decorrência da doença. Mas o que para muitos seria motivo de se afastar para Augustos e Hazel foi o motivo que os uniu, a doença. Entre as tantas passagens ocorridas na estória, Hazel sempre com seu cilindro de oxigênio, é amante de um livro que os ensina a lidar com o câncer, nada de auto ajuda ou frases melancólicas sobre superação, Uma Aflição Imperial é muito mais que isso e ao mandar várias correspondências para o autor e não ser respondida Augustus tem a grande idéia de realizar o sonho da vida dela e levá-la para conhecê-lo, após a viagem que é no mínimo intrigante, Augustus piora e eles terão que lidar com as escolhas, com os medos e com a possibilidade que lhes restam. Não tem como não chorar, eu SUPER indico esse livro, ele realmente nos faz repensar nossos problemas e a importância da vida e o quanto nossa vida é uma irrelevância. Dou 5/5 estrelas para ele.

Nota: 5/5 Estrelas

Autor: John Green
Título: A Culpa é das Estrelas
ISBN: 9788580572261
Páginas: 288
Edição: 1ª
Tipo de capa: BROCHURA
Editora: Intrinseca
Ano: 2012
Assunto: Literatura Estrangeira
Idioma: Português


Citações Favoritas:

“Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.”

 "Esse é o problema da dor – o Augustus disse, e ai olhou para mim. – Ela precisa ser sentida."

"Só que, na verdade, a depressão não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo. (O câncer também é um efeito colateral de se estar morrendo. Quase tudo é, na verdade.)"

 "Se ela estivesse melhor ou o senhor, mais doente, então as estrelas não estariam tão terrivelmente cruzadas, mas é da natureza das estrelas se cruzar, e nunca Shakespeare esteve tão equivocado como quando fez Cássio declarar: 'A culpa, meu caro Bruto, não é das nossas estrelas / Mas de nós mesmos.' Fácil falar quando se é um nobre romano (ou Shakespeare!), mas não ha qualquer escassez de culpa em meio às nossas estrelas."

 "Enquanto ele lia, me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra."


Até a próxima gente. Beijinhos!